
Penso na vida depois da morte. O que há para além de um corpo abandonado, quem o abandona. Que fragmentos existem depois de olhos já fechados.
21 gramas abandonadas num mundo desconhecido tão antes conhecido.
21 gramas, segredos da chama quente de uma rua escura e sem saída.
21 gramas, vulto frio saído de caminho sangrento.
Sinto uma presença.
Recuo, e não há nada.
Ouço um respirar ofegante, de alguém que está perto, mas tão longe se encontra. Agora.
Breves movimentos vagueiam diante o meu corpo, tento acompanhá-los, mas perco-os.
Sinto-o aqui.
Num breve instante solta o toque macio, e em pequenos e quase silenciosos suspiros solta palavras que em tempos ouvi.
Sinto-te.
Aqui.
Fecho os olhos e sinto que estou perto.
Sinto-te, outra vez.
21 gramas abandonadas num mundo desconhecido tão antes conhecido.
21 gramas, segredos da chama quente de uma rua escura e sem saída.
21 gramas, vulto frio saído de caminho sangrento.
Sinto uma presença.
Recuo, e não há nada.
Ouço um respirar ofegante, de alguém que está perto, mas tão longe se encontra. Agora.
Breves movimentos vagueiam diante o meu corpo, tento acompanhá-los, mas perco-os.
Sinto-o aqui.
Num breve instante solta o toque macio, e em pequenos e quase silenciosos suspiros solta palavras que em tempos ouvi.
Sinto-te.
Aqui.
Fecho os olhos e sinto que estou perto.
Sinto-te, outra vez.


