Mais uma palavra e a noite não era mais do ninguém.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
inocência de um corpo
Mais uma palavra e a noite não era mais do ninguém.
domingo, 22 de janeiro de 2012
e amanhã?
A maioria das coisas agrupa-se em pequenos lugares sujos e lentamente sentem o frio da terra que as cobre.
A imagem sem brilho é como se idealiza-se, mas numa realidade tão distante que se sente mesmo antes de fechar os olhos.
Os seres que por aqui habitam vêem-se obrigados a desaparecerem no nevoeiro desta noite de inverno.
Seria mais fácil se o cheiro a amor aqui estivesse e talvez os rios calados fossem embora de vez, ainda que o silêncio seja desconhecido. Falar é pouco, torna-se mudo. O tempo não é mais inerte mesmo que as palavras o sejam.
E amanhã que dia será?
domingo, 8 de janeiro de 2012
Abrigo
Há muito que não me via sobre a luz do chamamento da noite entre pensares apenas a mim pertencentes.
A verdade, é que já não nos vejo como futuro próximo, somos apenas momento físico em tempo real, e isso faz-me paralisar sobre o espaço.
Lamento porque, em tempos éramos metafísica inerte que fazia parte de um lacere de boas memórias. Lembro-me quando dormíamos sobre imagens precárias, quando o vazio era amigo quase invisível. Lembro-me de palavras quase promessas. Lembro-me de idealizar para acreditar e esperar. Beijos outrora apaixonados, também os lembro.
Lembraste de passeios longos? Lembraste dos momentos quase premeditados, quase escritos por outrem?
Os mundos parecem tão distantes agora, e o que dizemos tão longe da verdade, de nós.
Um lamento sobre o escuro
a voz atada por uma corda de prazeres cegos, são corpo de um fogo lento sem destino prescrito.
lamento mas não fujo.
é tudo o que posso dizer.
Aconchego
Agradeci com palavras mudas.
Agradeço para mim mesma cada pedaço de sonho, parecem cada vez menos, tornando-se-me insatisfeita. Agradeço quando criança apaixonada.
E assim procuramos um lugar quente na cama desfolhada entre mil cristais.
Agradeço. Idealizava eterno.