sábado, 27 de novembro de 2010

The Laramie Project


"O ódio não é um valor de Laramie." Para Moisés Kaufman e os membros do Tectonic Theater Project, esta mensagem afixada à entrada de um hotel daquela cidade, no Wyoming (EUA), deve ter parecido, no mínimo, contraditória. Afinal, estavam ali, pela primeira vez (uma entre muitas) para estudar um homicídio brutal. Um crime de ódio.A história é a de Matthew Sheppard, um jovem homossexual de 21 anos que, a 7 de Outubro de 1998, foi brutalmente espancado por outros dois jovens, amarrado a uma vedação, nos arredores de Laramie, e ali abandonado. A morte de Sheppard, dias mais tarde, num hospital do Colorado, chocou a América e o resto do mundo.A história deste crime, as consequências, as repercussões e as reacções dos habitantes, contaram-nas depois na peça de teatro Laramie."


Direcção e encenação Luís mestre
Interpretação Andreia Pereira, Ângelo Carvalho, Carolina Macedo, Cátia Oliveira, Cristiana Pereira, Débora Coelho, Diana Teixeira, Diogo Rosas, Ema Santa-Bárbara, Filipe Fernandes, Inês Cunha, Maria Antunes, Maria João Silva, Mayra Ronda, Micaela Soares, Rebekah Hamilton, Rita Trigo, Rui Pereira, Tatiana Rocha, Vasco Lima (alunos do 2ºano do balleteatro escola profissional)
Assistente de projecto Márcio Ferreira
Produção balleteatro
Duração aprox 60min
Classificação etária m/12

Datas
25 - 27 de Novembro 21h30 (Público em geral)
26 de Novembro 15h00 (Sessão para Escolas)
28 de Novembro 16h00 (Público em geral)

por ser quem és

Os raios de sangue dos teus olhos começaram a crescer, e entre eles um mar sem cor.
Entre longos segundos percorreu o único caminho imaculado da tua face, e mais tarde quebraste o reflexo que te vazia, num acto de fracasso.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

apagando o fumo de cinzas

Sorriu-me perante uma luz cega, como se nada do que foi nos mantivesse próximos.
Fingiu-me perante enganos mudos, cometidos entre outros tantos.
Sorri-lhe, fingi-lhe de volta, olhando sem ver, para o lugar de onde viemos, a perguntar-me se não deveria apagar a ultima vez em que, eu, em corpo de mulher me vi desaparecer.
O futuro não recordado já não tem espera, para ambos. Como indivíduos por si sós, esperamos pelo fim da noite, vazio por nós.
E a única certeza que me vê em toque, é a dependência de uma realidade que nos percorre as veias.

sábado, 6 de novembro de 2010

Éramos homens. Todos nós. Homens esmagados por ruídos.
Éramos homens. Todos nós. Tão frágeis, repugnados pela nossa presença.
[tortura-me o silencio. Tortura-nos nada estar vivo, não haver gota de nitidez.
Apodrece-me cada frase não dita.
Apodrece-nos estarmos perdidos num mundo de não prazeres.]
Éramos homens, cada um por si só. Unidos em espaço, pelo pensamento.

Éramos homens, entre homens e mulheres.