quinta-feira, 26 de abril de 2012

quarta-feira, 18 de abril de 2012

algures um animal

Ele move-se como um animal.
Animal alto, magro, de cor pálida.
Não salta, arrasta-se.
Não cheira, deixa ser cheirado.
Observa com mil olhos cor de avelã.
Não se deixa descobrir entre animais desconhecidos,
apenas os inertes, de vasto interesse.
Ele come como um animal, de forma amistosa
e gananciosa, consome consoante o produto apetecido.
não procura, espera que venha.
Ele procura se o cheiro lhe é agradável, como o animal.
A sua beleza ultrapassa a do animal, irreconhecível,
característico aos olhos de alguns.
Não toca como o animal.
Não sente como o animal.
Sente como o animal.
Não acaricia como o animal.
Domina como o animal.
Não ama como o animal.
Ama com o olhar.
Ele não se comporta como o animal.
Ele comporta-se como o animal.
Ele não é um animal.
Ele é ele.
Com a sua característica metafisica não teorizada.
Ele é, comigo, a contraposição do espaço.
E do tempo.