Algumas das palavras morreram onde nasce o sorriso da maior sanguessuga. Outras mantêm-se onde nasce o brilho das paisagens rasgadas.
Dentro da noite os sonhos apagam-se como se por magia.
E a luz do cigarro acende-se no fim da rua, enquanto te escorre saliva pelos lábios pouco vermelhos.
A cor dos dias zumbiu à volta da cabeça e os dias de inspiração aparecem e desaparecem nas luzes frágeis dos candeeiros das cidades.
Pela última noite. Até uma morte lenta cair de um abismo.
E a página em branco componha as letras que lá escreverei.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
quarta-feira, 20 de abril de 2011
a cidade surda
A cidade está deserta. O ar cheira a inverno e as pontes esculpiram-se em gordura silenciosa.
A cura dos dias apagou-se, fechou-se numa cela coberta de gelo e nem o animal mais selvagem poderá lá entrar.
Está frio lá fora, vazio.
A cidade matou-se com o seu próprio veneno. E agora qualquer um pode ser o que conhece dos outros. Como outrora foi.
Cheira a desastre lá fora.
Não te assustes.
A cura dos dias apagou-se, fechou-se numa cela coberta de gelo e nem o animal mais selvagem poderá lá entrar.
Está frio lá fora, vazio.
A cidade matou-se com o seu próprio veneno. E agora qualquer um pode ser o que conhece dos outros. Como outrora foi.
Cheira a desastre lá fora.
Não te assustes.
sábado, 16 de abril de 2011
felicidade
Caminho como nunca caminhei, distante, sem saber o percurso exacto das palavras. De todas as vezes que fecho os olhos desejo escrever o que sinto sem mergulhar num gélido lago de inocências. De todas as vezes que nos vejo num lugar que não o nosso, pergunto-me se o tempo se mantém morto ou somos nós que nos mantemos na mesma divisão da casa. Se o brilho das imagens matasse, eu não estaria morta, porque todos os dias, depois de acordar, ergo-me e sinto uma leveza de felicidade, ainda que uma pequena pontada de fraqueza me obrigue a olhar o chão.
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