
Tem sete anos. E como qualquer criança delira com o Natal. Anseia pelos familiares, por ter a casa cheia, [pode não demonstrar, mas ter todos os que ama por perto é das suas maiores alegrias]. Anseia por variadas delicias e muitas gargalhadas durante a ceia, mas anseia com toda a paixão que uma criança pode ter, a chegada das doze badaladas. A emoção de ver o tal homenzinho de vermelho, cujo rosto escondido, não identificado, entrar pela porta e deixar toda aquela multidão de presentes pertinho da árvore, é algo que não muda enquanto crianças. Observa tudo á sua volta. Os seus olhos brilham, de maneira alguma consegue esconder a felicidade. Diz-lhe adeus entusiasmadamente e corre em direcção á arvore e senta-se pertinho dos presentes. Espera ansiosamente que a irmã mais velha lhe dê cada presente para a mão, rasga-os e a sua cara de surpresa, é inexplicável. Passadas pouco mais de duas horas, adormece em cima dos presentes, cansada da emoção arrebatadora daquela noite.
Assim se repete todos os anos. Impossível é deixar de amar a felicidade de uma criança, impossível é deixar de querer ver aquele sorriso, aquele olhar.
Feliz natal
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