Sombras no quarto amaldiçoado, percorrem as paredes sujas. Procuram vida na morte, procuram vida nas palavras queimadas, nos pontos riscados pela caneta antiga.
A carta voa, arrasta-se pelo chão. É levada pela sombra que perdeste quando abriste a caixa. Aquela caixa miragem.
Agora a sombra existe. A carta não.
Agora a carta está queimada.
[Baseado na carta nº27 do baralho cigano]
Queimada, mas não esquecida... :)
ResponderEliminarBeijinho*