terça-feira, 23 de março de 2010

Porque ainda me movo

A sala já não tem o mesmo cheiro. o suor já não é suficiente.
Tudo mudou de uma forma fácil mas tão pouco surpeficial.
A exaustão do teu rosto enoja-me. E a minha tira-me a coragem, quando a olho ao espelho.
Sinto o meu corpo tocar no chão imundo, sinto cada aresta arrastar-se.
Pergunto-me agora o que não sinto. Pergunto-me se quero sentir.
Pergunto-me se sou capaz, ou se já sinto demasiado nojo do pouco suor que o meu corpo marca no chão.
Pergunto porque é que me pergunto. Porque ainda me movo.

3 comentários:

  1. chega a ser estúpida a fundição cega que criamos. em modo corrido, as palavras podiam ser só tuas ou só minhas.
    realmente são só nossas

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