Finge as suas caras nas poças interiores.
O ator põe e tira a cabeça
de búfalo
De veado.
De rinoceronte.
Põe flores nos cornos.
Ninguém ama tão desalmadamente como o actor
como o ator.
O ator acende os pés e as mãos.
Fala devagar.
Parece que se difunde aos bocados.
Bocados estrela.
Bocado janela para fora.
Outro bocado grupo para dentro.
O ator toma as coisas para deitar fogo
ao pequeno talento humano.
O ator estala como sal queimado.
(...)
poemacto
herberto helder
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