
Olho à minha volta.
Caminho em direcção ao espelho onde o meu reflexo parece irreal.
Observo.
Procuro.
Não encontro nada.
Tentei sentir-me.
As minhas unhas marcaram um caminho sangrento no meu corpo. Mas nem o líquido vermelho a percorrer-me fez diferença.
Não sinto.
Sou irreal tal como o reflexo.
Irreal como muitas das tuas palavras.
Não basta ver o rio.
É preciso senti-lo.
Eu não o sinto.
Tu também não.
Caminho em direcção ao espelho onde o meu reflexo parece irreal.
Observo.
Procuro.
Não encontro nada.
Tentei sentir-me.
As minhas unhas marcaram um caminho sangrento no meu corpo. Mas nem o líquido vermelho a percorrer-me fez diferença.
Não sinto.
Sou irreal tal como o reflexo.
Irreal como muitas das tuas palavras.
Não basta ver o rio.
É preciso senti-lo.
Eu não o sinto.
Tu também não.
Só se pode dizer que é racional quando se tem o irracional.
ResponderEliminarE só se poderá dizer que é irreal quando existe também o real.
Afinal de contas, se nem tu nem o reflexo são reais, resta-me interpretar que talvez, a única coisa real seja a tua consciência de que o irreal para ti é a forma de inconscientemente te expressares na terceira pessoa.
Beijo*