A cidade está deserta. O ar cheira a inverno e as pontes esculpiram-se em gordura silenciosa.
A cura dos dias apagou-se, fechou-se numa cela coberta de gelo e nem o animal mais selvagem poderá lá entrar.
Está frio lá fora, vazio.
A cidade matou-se com o seu próprio veneno. E agora qualquer um pode ser o que conhece dos outros. Como outrora foi.
Cheira a desastre lá fora.
Não te assustes.
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