terça-feira, 14 de setembro de 2010

Inconscientemente falando

Alguém no silêncio da noite.
Passos mudos, respirar surdo, a procurar um regresso.
Encontra-se sozinha numa estrada fria.
Por capricho da noite, afunda-se em seres desconhecidos, nunca antes vistos, repletos de ruídos em cada encruzilha.
Numa luz suprema os passos tornam-se expressivos, o respirar cada vez mais audível e o encontrar do regresso cada vez mais próximo.
Todos presentes, ninguém por perto.
Por turbulência quebrada,

A rua torna-se deserta,
E o silêncio da noite permanente.
E novamente,
O nada aproximado de um vazio.

Sem comentários:

Enviar um comentário