As minhas memórias estão a perder asseio. O seu grau de intensidade mantém-se porque as sinto, mas o doce sabor que me crescia na boca vai desaparecendo lentamente. Não é velhice com perda de memória. Talvez seja o medo inactivo de que cada uma delas se dissipe. Então de quando em vez lembro-me, mesmo que seja num lugar enevoado, pois o cheiro é sempre o mesmo, num toque que não se ausenta.
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