Somos feitos exactamente da mesma matéria que os outros produzem. E assim se forma um ciclo vicioso. “Sê tu próprio” é miragem. Somos o que advém de alguém ou de alguma coisa. E assim somos, sondo-o. E no meio de toda a nossa matéria, cometeremos sempre as loucuras dos nossos progenitores e as generosidades da pessoa que esta manhã se sentou ao nosso lado no autocarro. Por isso chamar-nos-emos um ser que se multiplica para se formar, para um dia mais tarde o ser, dentro de uma metafísica pouco eficaz.
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